Quando o Outono chegou os meninos da creche de Odeceixe fizeram uns trabalhinhos para enfeitar as nossas salinhas... e resolvemos partilhar com vocês!!!
sexta-feira, 8 de abril de 2011
Projecto de Leitura "A Maleta Mágica"
FUNDAMENTAÇÃO
A comunicação é uma necessidade do ser humano e a sociedade actual confronta-nos constantemente com o código escrito, num apelo à leitura mas também à interpretação, o cada vez mais fácil acesso á informação desafia-nos permanentemente e exige novas literacias e competências.
Para que os nossos adultos de amanhã sejam autónomos, responsáveis, participativos, e possuam a capacidade de construir conhecimento através da interacção e partilha, precisamos de promover o acesso á informação mas também a sua consequente transformação em conhecimento e isto passa, sem qualquer dúvida, também pela leitura.
Desta forma, o ideal é iniciar desde cedo este processo com as nossas crianças, através de uma acção concertada e coerente, nomeadamente entre Família e Instituição, para a promoção de hábitos de leitura e na formação de leitores competentes.
Desde sempre a criança deve ser incentivada à leitura e a participar na aventura da descoberta do prazer de ler.
O contacto com os livros, ainda na 1ª infância, é muito benéfico para o desenvolvimento das crianças.
Estimular a leitura desde o berçário com bebés que ainda não sabem falar, pode ser muito importante e o caminho para se formar um leitor, o bebé observa, explora, contacta com as letras e com as imagens, é fundamental despertar este gosto desde cedo, cativando desde logo a atenção e interesse das crianças.
A leitura de histórias estimula a aquisição de linguagem e o estruturar do vocabulário. A leitura ajuda a despertar na criança a sensibilidade para diferentes formas de expressão, sendo igualmente um contributo para o desenvolvimento do seu potencial criativo.
Através dos livros as crianças conhecem e apreendem o mundo, sonham e deparam-se com diferentes realidades, para além disso a experiência única que é ouvir ou ler uma história, a partilha que propicia, aproxima, potencia e fortalece a relação da criança com o outro.
Por tudo isto, nasceu a ideia de elaborar este Projecto, que pretende proporcionar experiências diversificadas, momentos felizes e de qualidade às nossas crianças, sabendo que contribuem para o seu desenvolvimento harmonioso, e com a interacção e partilha com as famílias, para que essa mais valia que é a leitura de histórias, se estenda para além da Instituição, no lar das famílias e comunidade.
OBJECTIVOS
Este Projecto pretende ter impacto sobre os vários intervenientes que compõem a Instituição Casa da Criança do Rogil, desta forma foram estabelecidos para os vários envolvidos objectivos específicos:
Concretamente em relação às Crianças, o nosso principal destinatário:
◊ Contribuir para o desenvolvimento intelectual e emocional das crianças através dos livros;
◊ Proporcionar o contacto das crianças com os livros, livros adequados à sua faixa etária, diversificados e de qualidade;
◊ Incentivar o gosto e interesse das crianças pelos livros e estimular o prazer da leitura;
◊ Promover nas crianças o respeito pelos livros, objecto de grande valor;
No que diz respeito às Famílias das nossas crianças, pretendemos:
◊ Promover a participação e envolvimento das famílias;
◊ Desenvolver o gosto pela leitura em ambiente familiar;
◊ Proporcionar a partilha de leituras;
◊ Sensibilizar as famílias para a importância dos livros para as crianças;
◊ Sensibilizar as famílias para a escolha de livros de qualidade, adequados à faixa etária das crianças;
◊ Sensibilizar para a importância e formas de explorar os livros com as crianças;
◊ Sensibilizar as famílias para a importância de utilizar com qualidade o tempo passado com as suas crianças.
Em relação à Instituição propriamente dita, temos como objectivo:
◊ Enriquecer a biblioteca da Instituição com livros de qualidade adequados à faixa etária das crianças;
◊ Promover o envolvimento e participação dos colaboradores de forma motivada neste Projecto;
◊ Promover a Interacção e articulação entre as várias valências da Instituição;
◊ Fortalecer na Instituição um ambiente promotor da leitura.
Por fim, pretendemos também em relação à Comunidade:
◊ Promover a participação e envolvimento da comunidade onde a Instituição está inserida
◊ Sensibilizar a comunidade, em geral, para a importância dos livros.
7 Excelentes razões para ler com as crianças
1- Ouvir ler em voz alta, ler em conjunto, conversar sobre os livros, desenvolve a inteligência e a imaginação.
2- Os livros enriquecem o vocabulário e a linguagem.
3- As imagens, informações e ideias dos livros alargam o conhecimento do mundo.
4- Quem tem o hábito de ler conhece-se melhor a si próprio e compreende melhor os outros.
5- Ler em conjunto é divertido, reforça o prazer do convívio.
6- Os laços afectivos entre as crianças e os adultos que lêem tornam-se mais fortes.
7- A leitura torna as crianças mais calmas, ajuda-as a ganhar autoconfiança e poder de decisão.
DESCRIÇÃO
Este é um projecto que será anualmente adoptado pelas valências da Instituição, primeiramente pelas Creches e posteriormente pelas valências de Ludotecas e CATL. O que se pretende é que este projecto seja flexível, de forma a ser adaptado anualmente a cada valência, a cada grupo de crianças e colaboradores e, claro de acordo com o Plano de Actividades definido. Sendo assim, será um projecto construído anualmente e que será complementar ao Projecto Pedagógico elaborado.
Este Projecto define a estrutura, estabelece os objectivos e as acções, e anualmente cada valência dá continuidade ao processo, definindo como o quer desenvolver, não é por isso um processo estanque, pensamos que assim obtemos um projecto mais rico desenvolvido de forma única por cada um dos grupos e desta forma inovamos, aprendemos e melhoramos.
Para atingir os objectivos estabelecidos definimos duas actividades principais:
◊ 1- Actividade de partilha de livros e de experiências
de leitura entre Instituição e Casa.
◊ 2- Momentos especiais: onde poderá ser incluída qualquer actividade que tenha por base a leitura de histórias e pretenda atingir os objectivos estabelecidos.
Consideramos pertinente elaborar, à partida, os instrumentos que permitirão registar todas as actividades que forem elaboradas durante o ano, no âmbito do Projecto, por cada uma das valências.
E assim, no final do ano poderemos avaliar o desenvolvimento do projecto e dar o feedback dessa avaliação a todos os que nele colaboraram.
Estabelecemos assim neste projecto dois momentos a repetir anualmente, no início do ano, a divulgação, dirigida a todos os que pretendemos envolver e no final do ano uma actividade onde é dado o feedback da avaliação aos que nele colaboraram.
Um objectivo paralelo ao desenvolvimento das actividades de leitura é o
Enriquecimento da nossa Biblioteca, de forma a podermos proporcionar às nossas crianças livros diversificados, adequados à sua faixa etária e de qualidade.
Para a concretização deste objectivo vamos envolver a comunidade, como forma de promover a participação e a aproximação da Instituição, crianças e famílias com a comunidade onde está inserida.
Para o desenvolvimento deste Projecto pensamos afectar ao nível dos recursos:
Recursos Humanos
¹ Este projecto irá primeiramente ser desenvolvido pelas valências de Creche e no ano seguinte será alargados às valências do CATL e Ludotecas, contudo queremos envolver todos os colaboradores da Instituição. Desta forma, a divulgação do projecto será alargada a todos os colaboradores, sendo que serão os responsáveis de cada valência a orientar o desenvolvimento anual do projecto.
¹ As crianças que frequentam as valências da Instituição, são, sem dúvida, o nosso recurso mais valioso, os principais actores do projecto.
¹ As famílias das nossas crianças, a quem pretendemos envolver de modo a obter uma participação activa, e que darão um contributo fundamental para o sucesso do Projecto.
¹ Voluntários da comunidade que se disponibilizem para colaborar na divulgação do projecto.
Recursos Materiais
¹ O principal recurso é a nossa biblioteca, e por isso, temos também como objectivo o seu enriquecimento, mas também outros materiais, objectos, como disfarces ou acessórios, que permitam a exploração da história após a leitura.
¹ Material de divulgação (folhetos), cartas de apresentação do projecto para entidades exteriores e formulários de registo do desenvolvimento do Projecto.
A avaliação anual do projecto em cada valência será realizada no final do ano lectivo, no período de Verão, utilizando os formulários de registo das actividades desenvolvidas no âmbito do Projecto e outros instrumentos criados anualmente para esse fim. Nesta avaliação por valência estará reflectida a avaliação de todos os envolvidos, colaboradores, crianças, famílias e comunidade.
A actividade final do projecto será definida anualmente pelos envolvidos e será dado o feedback do Projecto aos que nele participaram.
Desta avaliação por valência resultará um Relatório final conjunto sobre o desenvolvimento do projecto nas várias valências.
Para além desta avaliação final, ao longo do ano serão realizadas reuniões/ encontros para partilha de experiências e organização de actividades em parceria.
terça-feira, 29 de março de 2011
A Importância da Rotina na Creche (Fada Orientadora)
“A sucessão de cada dia ou sessão tem um determinado ritmo existindo, deste modo, uma rotina que é educativa porque é intencionalmente planeada pelo educador e porque é conhecida pelas crianças que sabem o que podem fazer nos vários momentos e prever a sua sucessão, tendo a liberdade de propor modificações. Nem todos os dias são iguais, as propostas do educador ou das crianças podem modificar o quotidiano habitual.” «Orientações Curriculares, pp. 40»Na educação infantil a rotina diária tem uma grande importância, no entanto é ainda maior para as crianças da creche (até 3 anos) pois exerce um importante papel de segurança e conforto.
A rotina diária na creche é muito importante, uma vez que proporciona à criança uma sequência de acontecimentos que ela segue e compreende, ou seja, oferece-lhe uma estrutura de acontecimentos do dia. Deve ser consistente, permitindo que a criança antecipe os acontecimentos que se vão seguir, sendo uma estrutura de segurança para a criança.
A rotina desempenha também um papel facilitador na captação do tempo e dos processos temporais. A criança aprende a existência de fases, do nome dessas fases e o seu encadeamento sequencial.
Contudo a rotina funciona também como um suporte para o educador pois permite-lhe gerir melhor o seu tempo e planificar o dia. Compreende-se por rotina os seguintes pontos:
1 – Acolhimento (08h às 9h45)
O acolhimento é uma fase muito importante do dia, deverá ser feito por um adulto da sala, disponível para conversar com quem traz a criança, de forma a saber como passou a noite, como acordou, a que horas comeu, compreendendo melhor a criança.
Este período é de extrema importância, por isso é fundamental que as crianças estejam todas na creche a esta hora. É o momento em que temos as conversas de tapete e explicamos a actividade que se irá elaborar durante a manhã. Para as crianças nesta faixa etária o tempo de concentração é diminuto, logo a entrada de crianças durante esta altura é prejudicial para o grupo em geral.
3 – Refeições (lanche da manhã, almoço, lanche da tarde)
Mais importante que "o dar de comer" é a relação afectuosa que se cria nas refeições. Estabelecem-se diálogos com as crianças, dá-se atenção, mostram-se sorrisos e isso permite transformar este momento num acto de afecto, de brincadeira, de jogo e de prazer. O respeito pelo horário das refeições, pela introdução de novos alimentos, pelo ritmo individual de cada criança e, ainda, por uma alimentação adequada e rica são, também, elementos a não esquecer.
4 – Higiene
A base indispensável para garantir o bem-estar do bebé ou criança é a sua higiene pessoal.
A simples acção de mudar a fralda pode parecer, à partida, uma tarefa não valorizada, que qualquer pessoa pode assegurar. No entanto, mais do que o simples contacto físico, pode constituir uma ocasião privilegiada para a construção de sentimentos essenciais de segurança e reconhecimento.
5 – Repouso (12h30 às 15h)
Quanto mais pequena é a criança, maior é a sua necessidade biológica de dormir. Existem, no entanto, alguns factores a ter em conta:
Adormecer num espaço calmo, silencioso, de modo a que o sono proporcione um momento agradável à criança. Se existir um objecto transaccional (um peluche ou objecto preferido), deverá acompanhar a criança neste momento, pois transmite conforto e alívio, permite representar a família ausente e tolerar melhor a separação.
(Texto adaptado)
As Mordidelas (Fada Orientadora)
A dificuldade em partilhar, tirar coisas uns dos outros, a disputa pelas pessoas e pelos brinquedos é expressa de uma forma mais física e nada verbal, daí as agressões e as dentadinhas.
As dentadas podem acontecer quando a criança está excitada ou quando a criança ainda não possui o vocabulário e a linguagem para se exprimir. É uma fase passageira, mas para que esta não se prolongue por tanto tempo, a eficácia na sua repreensão é fundamental.
Quando uma criança morde acaba por chamar a si muita e toda a atenção, talvez maior que aquela que inicialmente pretendia. Uma vez que as crianças se imitam umas às outras, as outras crianças podem começar a morder também e isto é o que, geralmente, acontece na creche ou nos Jardins.
A criança tem o seu primeiro contacto com o mundo através da boca, pelo seio materno, que lhe proporciona o prazer de saciar sua fome. Em razão dessa relação de prazer, à medida que cresce leva outras coisas à boca, como as mãos e os pés. Aos poucos vai tentando saborear outros objectos e até mesmo as pessoas, na tentativa de conhecer e descobrir melhor o mundo.
A fase oral é dividida em duas etapas, a de sucção e a de mordida. Na fase da mordida "há uma tendência a destruir, morder, triturar o objecto antes de incorporá-lo". Essa fase é dividida em duas características principais, sendo oral receptiva, quando o sujeito não passa por privações, tornando-se uma criança muito generosa e oral agressiva que aparece uma "tendência a odiar e destruir, a ter ciúmes da atenção que outros recebem, a nunca estar satisfeito com o que tem e a desejar que os outros não tenham algumas coisas, mesmo que não as queira para si".
Através desse contacto, aos poucos vai percebendo várias diferenças como doce e salgado, duro e mole. E na escola, ao morder um amigo, descobre novas sensações de prazer, como em ver o susto, a reacção, o choro do outro. A partir dessa sensação agradável, volta a fazer repetidamente.
As mordidas acontecem em situações de disputa por brinquedos ou quando entra uma criança nova no grupo, causando emoções como insegurança, medo da perda ou ciúmes do novato, já que a educadora está com a atenção mais voltada para o mesmo. Como não consegue administrar seus sentimentos, manifesta o incómodo através da mordida.
Nunca é nem nunca será solução assustar a criança e repreendê-la fisicamente pelo acto cometido, uma voz firme no momento exacto será suficiente para repreender o acto, se essa situação já se tiver prolongado e a criança já tenha por hábito esse gesto, o ideal talvez seja colocar a criança numa posição menos agradável, colocando-a de parte dos outros, retirando-lhe um brinquedo de que goste muito e explicar-lhe da melhor forma que essa não é solução, ensinando-a a dizer não, quando contrariada pelo colega ou a chamar o adulto quando precisa de alguma coisa. Conversar com as crianças, tanto com a que foi mordida como com quem a mordeu, é um exemplo de que não é com violência que se resolve as situações. Outra estratégia a tentar será falar primeiro com a criança que foi mordida de modo a não dar tanta atenção à criança que mordeu, de modo a que esta nunca associe a violência a uma chamada de atenção.
É importante detectar as situações logo de início, uma vez que se trata de um hábito que se pode manter, o facto de fazer com que não se torne um hábito é um ganho. Há que trabalhar com as crianças as suas capacidades de comunicação com os outros e ensiná-las a respeitar-se mutuamente. É uma capacidade que tem que ser cultivada e adquirida pela criança.
Texto adaptado
A adaptação (Fada Orientadora)
O Período de adaptação é “aquele” terrível momento para as crianças, pais, famílias e… educadoras. Sim, para as educadoras também. É horrível ver uma criança chorar desesperadamente porque os seus pais a deixaram “abandonada” (como ela pensa que foi) e não poder fazer nada por ela, salvo deixá-la chorar, fazer-lhe miminhos, dar-lhe abraços e beijinhos até que entenda que a mamã, o papá, a avó… vão voltar.
A todos nós nos custa adaptarmo-nos às mudanças: a mudar de casa, adaptar-nos a um posto de trabalho… Imaginem o que não deve custar a esse diminuto ser que, tão pequeno, experimenta essa grande mudança.
Vai passar do seio familiar, em que todos são conhecidos e onde ele sabe que o amam muito, para a “escola”, um lugar estranho, cheio de pessoas estranhas e com um monte de crianças, que ele vê como rivais.
Nós, os peritos e profissionais que trabalhamos neste campo consideramos que quanto mais cedo se produzir esta mudança, melhor será, tanto para o bebé como para as famílias. A idade que se considera ideal para tal são os seis meses, uma vez que é a partir desse momento que o vínculo materno filial se torna mais forte e a separação poderá ser mais dolorosa.
“Quanto tempo vai levar o meu filho a adaptar-se à creche?”, “Nunca mais vai deixar de chorar?”: são algumas das perguntas mais frequentes que se ouvem em qualquer creche nos primeiros dias. Cada criança é um mundo, e como tal, levará tempo a adaptar-se, dependendo das suas características.
É evidente que muitos são os factores que influenciam, como o tempo que passa com os pais ou os avós, se é ou não uma criança que adoece com facilidade, se tem ou não irmãos, etc.
Às vezes são os pais quem realmente necessita de uma adaptação. A sua insegurança ao deixa-los na creche, de mãos a tremer, lagriminha no olho… fazem sentir á criança que qualquer coisa não vai bem e o que vai acontecer a seguir não deve ser boa coisa.
Devemos tentar deixar as crianças entregues aos educadores com a maior serenidade e confiança, para que elas entendam que o que estamos a fazer está bem. Quando vemos que, mesmo assim, a criança chora, temos que tentar tranquiliza-la com frases como: “calma, a mamã e o papá já voltam”, “vêm buscar-te depois”.
Nunca, e isto é muito importante, nunca deve a família ameaçar as crianças com as “escola”, pois assim não conseguiremos uma adaptação totalmente satisfatória. Embora os nossos filhos sejam parte de nós mesmos, eles são pessoas com ideias e sentimentos próprios os quais devemos deixar “voar” e não pretender que estejam sempre connosco e nos adorem.
Para que o bebé ou a criança que vai pela primeira vez à creche, não seja “largado” e “arrancado” dos braços da família, todos em desespero, deve fazer-se uma adaptação gradual.
(Texto adaptado)
segunda-feira, 28 de março de 2011
Projecto de Actividades 2010/2011 "Pequenos Artistas, Grandes Ideias..."
PROJECTO DE ACTIVIDADES 2010/2011:
As actividades desenvolvidas pelas crianças que frequentam as Ludotecas e CATL estão inseridas no Projecto Anual de Actividades da Casa da Criança do Rogil.
TEMA
Pequenos artistas grandes ideias….!!!!
As manifestações criativas das crianças podem ajudar-nos a compreender melhor o seu desenvolvimento emocional, intelectual, físico, social, estético e criador, são no fundo a expressão da sua essência.
Por vezes, são os adultos, que de forma inconsciente condicionam a criatividade das crianças, confundindo a criatividade das crianças com algo incorrecto apenas porque não corresponde à realidade conhecida.
As iniciativas criativas das crianças devem ser elogiadas e valorizadas para que mais tarde se tornem adultos inovadores, com maior capacidade para resolver problemas com uma maior auto-estima.
Este reforço positivo dos adultos significativos irá estimular ainda mais a imaginação das crianças favorecendo a emergência de uma atitude e sensibilidade positivas que com certeza tornarão a criança mais capaz e competente.
Através do desenvolvimento da capacidade criadora promover-se-á um crescimento mais equilibrado e global da criança.
Com este projecto pretendemos promover e estimular a capacidade criadora das nossas crianças, não só no desenvolvimento das actividades mas também no próprio processo de planificação das mesmas, utilizando para tal uma técnica bastante conhecida, denominada como um activador criativo, a Chuva de Ideias.
OBJECTIVOS
◊ Promover um tempo de lazer, diversão e descontracção, complementar mas distinto do tempo passado na Jardim-de-infância;
◊ Proporcionar recursos e oportunidades criativas, diversificadas e adequadas aos interesses das crianças;
◊ Desenvolvimento do potencial criativo e expressivo de cada criança;
◊ Promover o respeito pela liberdade de expressão
◊ Estimular a curiosidade, favorecer a originalidade e apreciação pelo novo.
◊ Promover, simultaneamente, a auto-estima e autonomia individual e a riqueza das interacções com diferentes faixas etárias e o espírito de equipa.
◊ Promover no grupo a escuta activa, a tolerância e o respeito pelo outro
◊ Sensibilizar os pais/encarregados de educação para a importância do incentivo ao desenvolvimento do potencial criativo das crianças.
◊ Incentivar e promover a participação e envolvimento das famílias
◊ Promover o envolvimento com a comunidade de forma a incentivar a formação de cidadãos conscientes e participativos
DESCRIÇÃO DO PROJECTO
Ao longo do ano vão ser trabalhados 4 temas: Natal, Carnaval, Páscoa e dia da Criança
Para cada um destes temas:
1º Sessão de chuva de ideias
O grupo através da utilização da técnica Chuva de ideias vai responder a duas questões divergentes sobre o tema em questão
O que querem dizer sobre…? O que querem saber sobre…?
Depois da sessão é exposto o resulto da sessão, o tema central e todas as ideias recolhidas na sessão.
2º Planificação de Actividades
O resultado da sessão de chuva de ideias é a matéria-prima a partir da qual vão ser planificadas as actividades.
As animadoras elaboram a categorização das ideias exprimidas, nomeadamente entre os objectos, sensações e perguntas.
Para cada ideia ou agrupamento de ideias são planificadas actividades criativas e diversificadas.
A planificação das actividades é definida em conjunto com o grupo, desta forma as crianças associam a actividade à sua ideia, identificando como o dia da sua actividade.
A planificação das actividades é elaborada de forma acessível às crianças e afixada para que possa ser acompanhada pelo grupo e consultada pela família.
3º Os temas/As actividades
Os temas seleccionados são coincidentes com as épocas festivas anualmente comemoradas de forma a que:
● sejam temas significativos para as crianças
● estas datas possas ser comemoradas de forma diferente, reinventando conceitos e tradições
● integrando os temas das épocas festivas no projecto não se verifique uma sobrecarga para as crianças
O grande desafio é a criatividade em todo o processo de planificação pois as crianças vão partir do tema para algo muito diferente, sendo o tema apenas o ponto de partida. Ou seja, as actividades não vão ser cingidas ao tema em questão, este é apenas a base para as ideias das crianças, de onde vão surgir as actividades, que se pretendem tão variáveis quanto possíveis.
Pretende-se não só um processo de planificação mais criativo mas também que o desenvolvimento das actividades, seja em si uma oportunidade para o desenvolvimento da criatividade e das capacidades de expressão das crianças.
Em relação às actividades terão que ser diversificadas e originais, ter sempre como objectivo a criação e incentivarem a capacidade de expressão das crianças.
3º Avaliação do projecto
◊ No final de cada tema é realizada uma reflexão com as crianças. Nesta avaliação são mostradas como suporte fotografias e produtos das actividades e é registada através de uma chuva de ideias a avaliação das crianças. Nesta avaliação como ao longo do desenvolvimento do projecto é reforçado positivamente a capacidade de inovação, a criatividade e o contributo individual de cada um.
◊ O Projecto pressupõe uma avaliação contínua, tanto pelas responsáveis, animadoras e auxiliares que reunirão semanalmente e mensalmente com a Directora Técnica, para articular e definir estratégias, como, e principalmente, pelas próprias crianças que terão que ser sempre ouvidas, pois são elas que através da sua participação activa vão mostrar o rumo que o seu Projecto irá tomar.
◊ No mês de Julho é organizada a exposição do Projecto de Actividades, apresentada no Arraial da Casa da Criança do Rogil.
Oficinas criativas: Dia do Pai e Dia da Mãe
◊ Tal como no ano transacto, para comemorar o Dia da mãe e do pai vão ser organizadas oficinas criativas onde cada criança vai individualmente criar a sua prenda.
◊ As animadoras vão facilitar o processo de criação fazendo com que as crianças imaginem o que querem construir tendo como base: como são e de que gostam os seus pais e o que mais gostam de fazer com eles.
◊ As animadoras disponibilizam materiais diversificados na oficina criativa.
◊ Mais importante do que a perfeição do resultado é todo o processo de criação e o seu significado, sendo todo este processo e significado transmitido aos pais.
Programa de Competências Pessoais e Sociais
◊ Será desenvolvido um novo Programa de Competências Pessoais e Sociais específico para cada grupo, elaborado pelas animadoras responsáveis por cada valência com a supervisão e apoio da Psicóloga Telma Serrão.
◊ Se necessário as crianças serão divididas em grupos mais pequenos.
◊ As sessões têm uma periodicidade semanal.
◊ A planificação das sessões do Programa (calendarização e objectivos) foi entregue aos pais que autorizaram a participação das crianças no mesmo. No final do Programa será dado feedback dos resultados alcançados às famílias e organizada uma sessão do Programa de Competências Pessoais e Sociais com pais e filhos.
sábado, 19 de fevereiro de 2011
SERVIÇO DE PSICOLOGIA CLÍNICA
SERVIÇO DE PSICOLOGIA CLÍNICA
O Serviço de Psicologia Clínica da Casa da Criança do Rogil foi criado em Setembro de 2008, com a contratação da Dr.ª Telma Serrão.
Dada a necessidade de técnicos na área de saúde mental no concelho, a Casa da Criança considerou importante abrir o serviço à população em geral, no sentido de responder às necessidades dos utentes, o serviço de Psicologia está disponível em Aljezur (Praceta Kürnach ), no Rogil e em Odeceixe (nos edifícios da Casa da Criança).
Os valores praticados por consulta têm por base preços sociais, de acordo com o I.R.S.
O que é a Psicologia?
A Psicologia (do grego Ψυχολογία, transl. psykhologuía, de ψυχή, psykhé, "psique, "alma", "mente" e λόγος, lógos, "palavra", "razão" ou "estudo") "é a ciência que estuda o comportamento (tudo o que um organismo faz) e os processos mentais (experiências subjetivas inferidas através do comportamento. É o estudo científico dos comportamentos e dos processos mentais do ser humano e também da relação entre eles, em termos de organização e diversidade, ou seja, é o estudo da relação entre o comportamento, as funções da mente e a sua organização mental. Concretamente, diz respeito ao estudo de toda a actividade possível de observação e de toda a actividade que não pode ser observada pelos nossos sentidos bem como a relação entre os mesmos, utilizando métodos organizados de forma a observar e interpretar dados.
O que é a Psicologia Clínica?
A Psicologia Clínica é um campo complexo que intervém essencialmente ao nível da saúde mental. Estuda os sentimentos, as emoções, os estados interiores e o conjunto dos fenómenos mentais. É um ramo da psicologia que tem como objectivo a compreensão da pessoa na sua totalidade, na sua singularidade, em situação e em evolução, considerando-a como um ser único, singular, não semelhante a qualquer outra. A Psicologia Clínica é tanto a prática como a investigação nas quais se aplicam os princípios da psicologia à avaliação, prevenção, melhoria e reabilitação das problemáticas psicológicas, das deficiências, do comportamento disfuncional e do comportamento nocivo para a saúde, bem como à melhoria e promoção do bem-estar psicológico e físico. De uma forma geral, esta é a área da psicologia que se dedica às chamadas perturbações e problemáticas psicológicas nas quais se incluem, por exemplo, as perturbações da ansiedade, as perturbações e disfunções sexuais, as perturbações da personalidade, e as perturbações do estado de ânimo, entre outras.
O que é um/a Psicólogo/a?
Um psicólogo/a é um/a Profissional de Saúde licenciado em Psicologia que dispõe de métodos e técnicas científicas que possibilitam a Avaliação Psicológica e o Acompanhamento Psicoterapêutico.
Qual o Papel do Psicólogo/a na Consulta de Psicologia Clínica?
As Consultas de Psicologia Clínica têm como objectivo oferecer um espaço terapêutico, confidencial, de partilha e de reflexão que possibilite à criança, adolescente ou adulto ultrapassar dificuldades habitualmente evidenciadas em sintomatologia de diferentes tipos. É um espaço onde o/a psicólogo/a adopta uma postura de suporte e contenção, procurando criar, em conjunto com o/a paciente, estratégias de intervenção psicológica para diminuir, aliviar, e até extinguir o sofrimento, de modo a restabelecer o bem-estar e o equilíbrio emocional. Desenrola-se ao longo de várias sessões. Num primeiro momento, o/a psicólogo/a faz uma observação clínica com base na queixa do/a paciente. Posteriormente, poderá realizar uma avaliação psicológica com o objectivo de conhecê-lo/a melhor, compreender a sua estrutura de funcionamento e os seus problemas ou dificuldades. Finalmente, planeia com o/a paciente o tipo de intervenção de acompanhamento psicológico e os objectivos psicoterapêuticos.
O que é a Relação Terapêutica?
Uma consulta de psicologia tem sempre implícita uma relação entre o/a paciente e o/a psicólogo/a.
Numa relação terapêutica, deve existir sempre a dualidade paciente/psicólogo e psicólogo/paciente. É necessário que seja estabelecida uma relação positiva entre as duas partes, em que o/a paciente se sinta seguro/a e confiante o suficiente para estabelecer um vínculo com o/a psicólogo/a de forma a que ambos possam trabalhar no mesmo sentido.
Numa relação terapêutica, deve existir sempre a dualidade paciente/psicólogo e psicólogo/paciente. É necessário que seja estabelecida uma relação positiva entre as duas partes, em que o/a paciente se sinta seguro/a e confiante o suficiente para estabelecer um vínculo com o/a psicólogo/a de forma a que ambos possam trabalhar no mesmo sentido.
O que é a Avaliação Psicológica?
A Avaliação Psicológica é um método científico de diagnóstico realizado através da Observação Clínica e de Testes Psicológicos. Visa determinar e compreender o desenvolvimento psicológico do indivíduo, avaliar o seu funcionamento global e permitir uma melhor compreensão dos seus mecanismos psicológicos, procedendo a um diagnóstico preciso que permita a elaboração de um plano de intervenção psicoterapêutico ajustado ao nível pessoal, familiar e escolar/profissional do paciente.
Do mesmo modo que num serviço de Medicina são realizados exames para apurar a causa de uma doença, num serviço de Psicologia a Avaliação Psicológica permite aceder à causa de determinado mal-estar psicológico ou emocional.
Tipos de Avaliação
- Avaliação da Personalidade e do Funcionamento Emocional
- Avaliação Intelectual e do Desenvolvimento Cognitivo
- Avaliação das Competências Escolares (dificuldades de aprendizagem/insucesso escolar, análise das capacidades intelectuais, dislexia…)
- Avaliação da Maturidade Escolar
Acompanhamento Psicoterapêutico
È um método científico de intervenção individual centrado nos recursos psicológicos, que visa a progressiva evolução para a saúde, equilíbrio e crescimento emocionais. Com base na relação terapêutica, no ouvir clínico, na empatia e na reflexão pretende-se promover o bem-estar psicológico, o auto-conhecimento e a autonomia pessoal no confronto com as dificuldades e com os problemas com que a pessoa se depara. Assim, ajuda à mudança e à evolução interior, contribui para uma melhor percepção de si próprio e dos outros. Este processo envolve a construção de uma aliança, na qual o/a psicólogo/a com a sua disponibilidade interior concede tempo e liberdade para que a pessoa explore os seus pensamentos e sentimentos, numa atmosfera de confiança, respeito e neutralidade. Para atingir este objectivo, o/a psicólogo/a procura compreender a pessoa e a situação em que se encontra para ajuda-la a ultrapassar as suas dificuldades. Podemos dizer que é um processo privilegiado de crescimento pessoal, pois é possível aprender a reservar um tempo e um espaço para ouvir os próprios pensamentos, para prestar atenção aos sentimentos. O Acompanhamento Psicológico/Psicoterapêutico possui características específicas de acordo com a população e faixa etária a que se destina.
Como é que dá essa mudança?
Para que haja uma verdadeira mudança, não basta apenas que o/a Psicólogo dê uma explicação ao paciente. É necessário haver uma verdadeira consciencialização e conhecimento, quer intelectual quer reconstrutivo, por parte do paciente. Tal envolve o ultrapassar de algumas resistências, criadas muitas vezes pelos mecanismos de defesa.
Em suma, a resolução dos conflitos é resultado de algo mais complexo do que o simples conhecimento intelectual dos mesmos. Só quando esse conhecimento é acompanhado de experiências emocionais apropriadas é que é possível atingir uma resolução autêntica e efectiva dos sintomas.
Em suma, a resolução dos conflitos é resultado de algo mais complexo do que o simples conhecimento intelectual dos mesmos. Só quando esse conhecimento é acompanhado de experiências emocionais apropriadas é que é possível atingir uma resolução autêntica e efectiva dos sintomas.
Quanto tempo demora este processo?
Este não é um processo rápido! Cada pessoa tem o seu próprio timming. Muitas vezes os sintomas e formas de funcionamento existem há muitos anos e não é possível ultrapassá-los de um momento para o outro. Assim, pode durar entre 6 meses e um ano. Por vezes de 2 anos a alguns anos. Depende da problemática apresentada.
É importante referir que sempre que o/a paciente está a tomar medicação (antidepressivos e/ou antipsicóticos) a duração mínima é de 6 meses a um ano. Pelo que durante o mesmo período poder-se-á fazer um tratamento psicoterapêutico simultâneo e potenciar o tratamento.
É importante referir que sempre que o/a paciente está a tomar medicação (antidepressivos e/ou antipsicóticos) a duração mínima é de 6 meses a um ano. Pelo que durante o mesmo período poder-se-á fazer um tratamento psicoterapêutico simultâneo e potenciar o tratamento.
Subscrever:
Mensagens (Atom)

